Programa ATOS prossegue em 2026 e reforça a participação cultural nos territórios
O programa ATOS, uma iniciativa do Teatro Nacional D. Maria II e da Fundação Calouste Gulbenkian, dá continuidade, em 2026, ao trabalho desenvolvido nos municípios do Funchal, Lamego, Loulé e São João da Madeira. A edição deste ano integra a criação de uma Plataforma de Participação Cultural em cada município e uma nova etapa de quatro dos projetos apoiados em 2025.
Na sua edição de 2026, o programa ATOS promove a criação de uma Plataforma de Participação Cultural em cada um dos quatro municípios parceiros. Estas plataformas poderão assumir uma dimensão física ou digital e funcionarão como pontos de encontro entre os municípios e as comunidades, com o objetivo de incentivar uma participação ativa na vida cultural de cada território. Em outubro, as propostas de cada município serão apresentadas publicamente através de um conjunto de ações de divulgação e dinamização.
Paralelamente, o ATOS prolonga o trabalho iniciado em 2025, com o programa Ideias a ATOS. Quatro dos 25 projetos apoiados no ano anterior desenvolvem em 2026 uma nova etapa do seu trabalho junto das comunidades de outro território da rede. Este intercâmbio permite dar continuidade ao trabalho desenvolvido, incentivando a partilha de metodologias, o cruzamento de práticas e o fortalecimento da rede ATOS. Até ao final do ano, serão desenvolvidos e apresentados os seguintes projetos:
- Mescla – Associação Cultural (Loulé), de Madalena Palmeirim e Marlene Barreto, que leva És Dono do Oxigénio. Quanto cobras por cada minuto de ar? ao Funchal. O projeto convida jovens a refletir, através das artes performativas, sobre temas como o território, a crise climática e a responsabilidade coletiva, num processo de criação colaborativa que se adapta ao contexto local.
- Coletivo Canivete (Lamego), de António Ribeiro e Diogo Carvalho, desenvolve o projeto Casas do Cinema em São João da Madeira. Uma proposta que transforma temporariamente espaços devolutos em locais de projeção e encontro, promovendo um festival itinerante de cinema e deixando como legado um kit de utilização livre para a organização de sessões futuras.
- Coletivo Quimera (Funchal), de Inês Rodrigues, Thomaz Moreira e Tobias Freire, dinamiza a proposta Trabalho de Campo #2 – Identidade em Lamego. A partir do contacto com o território e com os seus habitantes, o projeto reflete sobre o que significa estar em viagem e, a partir dessa experiência, explora questões de identidade, memória e pertença.
- Mariana Salgueiro Rocha e Miguel Almeida (São João da Madeira), levam O que é o tacho? a Loulé. A partir do encontro com famílias migrantes, o projeto utiliza a cozinha como espaço de partilha e criação coletiva, reunindo histórias, memórias e receitas num arquivo comunitário que celebra a diversidade cultural.
Ao longo do processo, os projetos contam com mentoria artística dos coletivos Espaço Invisível e Ondamarela e com o acompanhamento de mediadores culturais locais, responsáveis por facilitar a ligação entre as equipas artísticas, os municípios e as comunidades.
A edição de 2026 dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo ATOS nos quatro municípios parceiros, contribuindo para a consolidação de modelos sustentáveis de participação cultural, para o reforço das redes locais e para a criação de ferramentas que permitam prolongar este trabalho nos territórios.
Criado em 2023 pelo Teatro Nacional D. Maria II e pela Fundação Calouste Gulbenkian, o ATOS é um programa de âmbito nacional que promove práticas artísticas participativas, a participação cultural e a iniciativa cívica das comunidades, contribuindo para o desenvolvimento da democracia cultural nos territórios.