Amizades profundas podem retardar o envelhecimento celular, diz estudo

Investigadores da Universidade Cornell descobriram que relações sociais duradouras podem desacelerar o envelhecimento biológico. Ao analisar dados de mais de 2.100 adultos ao longo de décadas, os cientistas constataram que pessoas com conexões sociais mais ricas apresentavam perfis epigenéticos mais jovens, indicando menor inflamação e risco reduzido de doenças crônicas.

O estudo, publicado na revista Brain, Behavior and Immunity – Health, utilizou “relógios epigenéticos” para medir a idade biológica com base na metilação do DNA. Os pesquisadores observaram que o efeito benéfico não vinha de amizades isoladas, mas sim de uma vantagem social cumulativa, que inclui apoio parental, laços comunitários, engajamento religioso e apoio contínuo de amigos e familiares.

Segundo o professor Anthony Ong, a influência das conexões sociais se reflete em vias biológicas fundamentais, como processos inflamatórios e neuroendócrinos, ajudando a reduzir moléculas pró-inflamatórias associadas a doenças cardíacas, diabetes e neurodegeneração. “Não se trata apenas de ter amigos hoje, mas de construir relações profundas e consistentes ao longo da vida”, explica Ong.

O estudo reforça a importância da vida social para a saúde física e longevidade, mostrando que cultivar amizades e vínculos estáveis ao longo do tempo pode ser tão essencial quanto dieta ou exercício para envelhecer bem. “Pense nas conexões sociais como uma conta de aposentadoria: quanto mais cedo e consistentemente investir, maiores serão os retornos — emocionais e biológicos”, conclui o pesquisador.

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