Um estudo inovador da Universidade de Maryland, publicado em 7 de janeiro na revista PLOS Pathogens, demonstrou que a gripe pode não se espalhar facilmente em ambientes fechados, desde que existam ventilação adequada, circulação do ar e proteção individual. Na experiência, pacientes com gripe permaneceram dias em um hotel com voluntários adultos saudáveis, mas nenhum dos participantes não infectados contraiu o vírus, apesar do contato próximo.
Segundo os investigadores, fatores como a tosse limitada dos infectados e a idade dos voluntários – adultos de meia-idade tendem a ser menos suscetíveis à gripe – contribuíram para impedir a transmissão. A circulação constante do ar, promovida por aquecedor e desumidificador, diluiu os níveis do vírus no ambiente, mostrando que o ar estagnado é um elemento crítico para a propagação da doença.
O estudo também destacou a importância do uso de máscaras, especialmente modelos N95, como medida preventiva eficaz quando a proximidade com pessoas infectadas não pode ser evitada. Além disso, purificadores de ar portáteis que misturam e filtram o ar podem reduzir significativamente o risco de contágio em ambientes internos.
O experimento, que envolveu cinco pessoas infectadas e 11 voluntários saudáveis durante duas semanas, simulou interações sociais reais, incluindo conversas, atividades físicas e manuseio de objetos compartilhados. As análises incluíram amostras de secreções, saliva e ar expirado, coletadas diariamente com equipamentos especializados, permitindo medir com precisão a exposição viral e monitorar a infecção.
Os resultados fornecem importantes pistas sobre como reduzir o risco de transmissão da gripe, reforçando que a ventilação, a circulação de ar e a proteção individual são medidas essenciais, especialmente durante temporadas de alta incidência da doença.