Cientistas abrem caminho para regenerar dentes naturais

Cientistas em vários países estão a avançar com investigações que podem revolucionar a medicina dentária: a regeneração de dentes naturais. A possibilidade de fazer crescer novos dentes a partir de terapias celulares e manipulação genética pode, num futuro próximo, reduzir drasticamente a necessidade de implantes e próteses.

Estima-se que 7% dos adultos com mais de 20 anos e quase um quarto dos idosos tenham perdido todos os dentes. Até agora, a solução mais comum são os implantes, mas estes têm limitações, como desconforto, custos elevados e risco de infeções a longo prazo.

A ideia de regenerar dentes surgiu há cerca de 20 anos com o biólogo britânico Paul Sharp, que estuda formas de reativar os mecanismos embrionários responsáveis pela formação dentária.
Na Universidade de Tufts, em Boston, a ortodontista Pamela Yelick conseguiu fazer crescer dentes de porco na boca de ratos, e cientistas japoneses estimularam o crescimento dentário em ratos bloqueando o gene USAG-1.

A empresa japonesa Toregem Biopharma, ligada à Universidade de Quioto, planeia lançar até 2030 um medicamento destinado a crianças com ausência congénita de dentes.
Apesar dos avanços, o maior entrave continua a ser o financiamento: sem o apoio de investidores e farmacêuticas, os ensaios clínicos em humanos podem atrasar-se e adiar a chegada deste tratamento inovador ao mercado.

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