Estudo indica que estatinas podem prolongar a vida de quase todas as pessoas com diabetes tipo 2

Um novo estudo de grande escala sugere que o uso de estatinas pode beneficiar praticamente todos os adultos com diabetes tipo 2, independentemente do risco cardiovascular inicialmente estimado. A investigação, divulgada a 15 de janeiro de 2026 pelo Colégio Americano de Médicos e publicada na revista Annals of Internal Medicine, conclui que estes medicamentos estão associados a uma redução significativa da mortalidade e de eventos cardíacos graves, mesmo em pessoas consideradas de “baixo risco”.

As estatinas são amplamente utilizadas para reduzir o colesterol LDL, conhecido como “colesterol mau”, e prevenir doenças cardiovasculares. Embora as pessoas com diabetes tipo 2 tenham, em geral, maior risco de problemas cardíacos, tem existido debate sobre a necessidade de prescrever estatinas a doentes cujo risco a curto prazo parece reduzido. Os novos dados desafiam essa abordagem, mostrando benefícios consistentes em todos os níveis de risco analisados.

O estudo foi conduzido por investigadores da Universidade de Hong Kong, com base em registos de saúde do Reino Unido, e acompanhou adultos com diabetes tipo 2, entre os 25 e os 84 anos, durante um período até 10 anos. Os resultados revelaram que os participantes que iniciaram terapia com estatinas apresentaram menores taxas de mortalidade por todas as causas e menos ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais, quando comparados com aqueles que não tomaram o medicamento.

No que diz respeito à segurança, os efeitos secundários foram raros e, na maioria dos casos, ligeiros, com apenas um pequeno aumento de problemas musculares num grupo específico. Os autores defendem que os médicos devem ponderar o uso de estatinas de forma mais abrangente em pessoas com diabetes tipo 2, alertando que a dependência exclusiva de estimativas de risco a curto prazo pode privar muitos doentes de um tratamento capaz de salvar vidas.

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