Um estudo realizado por investigadores da Universidade Emory, publicado recentemente na revista Environmental Science & Technology, aponta que a exposição a partículas finas presentes na poluição do ar (PM2,5) durante a gravidez pode alterar o metabolismo materno, aumentando o risco de parto prematuro.
Analisando amostras de sangue de 330 mulheres grávidas da área metropolitana de Atlanta, o estudo é o primeiro a identificar moléculas específicas — como cortexolona e lisoPE (20:3) — que ligam a exposição à poluição a mudanças no metabolismo de energia e aminoácidos. Essas alterações metabólicas podem ser responsáveis pelo aumento dos partos prematuros, que são a principal causa de mortalidade infantil no mundo.
Os cientistas destacam que a poluição do ar afeta a digestão e absorção de proteínas essenciais para o desenvolvimento fetal e o sistema imunológico, indicando novos caminhos para prevenção. Aproximadamente 10% dos nascimentos prematuros globalmente são atribuídos à exposição ao PM2,5, uma substância emitida por emissões de veículos, processos industriais e incêndios florestais.
Para o principal autor do estudo, o professor Donghai Liang, entender os mecanismos biológicos por trás desse problema é essencial para o desenvolvimento futuro de intervenções clínicas que possam proteger gestantes e bebés dos efeitos da poluição.