Estudo sugere que Parkinson pode ter várias formas diferentes

Um novo estudo realizado por investigadores do Vlaams Instituut voor Biotechnologie e da KU Leuven concluiu que a doença de Doença de Parkinson poderá não ser uma única doença, mas sim um conjunto de diferentes condições biológicas.

Com recurso a inteligência artificial e modelos com moscas-da-fruta, os cientistas identificaram dois grandes grupos e cinco subgrupos distintos da doença, o que pode explicar porque alguns tratamentos funcionam em certos doentes e falham noutros.

Os investigadores descobriram ainda que medicamentos eficazes num grupo não tiveram os mesmos resultados noutros subgrupos, reforçando a ideia de que o Parkinson poderá precisar de tratamentos personalizados.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 8,5 milhões de pessoas viviam com Parkinson em 2019, enquanto os casos de incapacidade e mortalidade associados à doença continuam a aumentar em todo o mundo.

A equipa acredita que esta abordagem poderá abrir caminho a terapias mais direcionadas e também ser aplicada no futuro a outras doenças complexas.

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