Uma nova investigação da NYU Langone Health sugere que um simples exame de sangue pode ajudar a identificar o risco de Alzheimer muitos anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas. O estudo indica que marcadores comuns de inflamação no sangue podem estar ligados ao desenvolvimento da doença.
Os investigadores analisaram a relação entre níveis elevados de neutrófilos — células do sistema imunitário responsáveis pela defesa do organismo — e o risco de demência. Em particular, observaram a chamada relação neutrófilo-linfócito, um indicador já presente em análises de sangue de rotina.
Os resultados mostraram que pessoas com valores mais elevados deste marcador tinham maior probabilidade de desenvolver doença de Alzheimer e outras formas de demência. O estudo acompanhou dados de centenas de milhares de pacientes em diferentes sistemas de saúde, reforçando a robustez da associação encontrada.
Segundo os investigadores, esta ligação pode indicar que processos inflamatórios do sistema imunitário não são apenas um sinal da doença, mas poderão também desempenhar um papel no seu desenvolvimento. Ainda assim, os cientistas sublinham que não foi comprovada uma relação direta de causa e efeito.
Apesar disso, os especialistas destacam o potencial clínico da descoberta. Um exame de sangue simples poderia, no futuro, ser usado como ferramenta complementar para identificar pessoas em risco, permitindo intervenções mais precoces e acompanhamento mais rigoroso antes do aparecimento de sintomas cognitivos.