Um novo estudo apresentado nas Sessões Científicas EPI|Lifestyle 2026 da Associação Americana do Coração revela que o acúmulo de gordura abdominal, também conhecida como gordura visceral, está fortemente associado ao risco de insuficiência cardíaca — mesmo em indivíduos com índice de massa corporal (IMC) normal.
A pesquisa, conduzida com quase 2.000 adultos afro-americanos em Jackson, Mississippi, mostrou que medidas de circunferência da cintura e a relação cintura-estatura são melhores indicadores de risco cardíaco do que o IMC, pois a gordura central promove inflamação sistêmica, um fator que compromete vasos sanguíneos e função cardíaca.
Segundo os cientistas, monitorar a circunferência abdominal pode permitir identificar precocemente pessoas em risco, oferecendo oportunidades de prevenção antes do surgimento dos sintomas de insuficiência cardíaca. Durante o acompanhamento médio de 6,9 anos, participantes com maior gordura abdominal e níveis elevados de inflamação apresentaram maior probabilidade de desenvolver a doença.
O estudo ressalta a importância de integrar medidas de adiposidade central aos cuidados preventivos de rotina, complementando o IMC, e destaca a necessidade de pesquisas futuras para entender como a gordura visceral afeta diferentes subtipos de insuficiência cardíaca.