Investigadores da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF) e da Universidade Estadual de Wayne demonstraram que sistemas de inteligência artificial generativa podem processar enormes conjuntos de dados médicos muito mais rapidamente do que equipas humanas tradicionais, produzindo resultados comparáveis ou até superiores.
O estudo testou a IA na análise de dados de mais de 1.000 mulheres grávidas, com o objetivo de prever parto prematuro, uma das principais causas de mortalidade neonatal. Enquanto equipas humanas levavam meses para construir modelos de previsão, os sistemas de IA geraram código analítico funcional em minutos, permitindo que investigadores concluíssem experiências, verificassem resultados e submetessem artigos científicos em apenas seis meses.
Segundo Marina Sirota, diretora interina do Instituto Bakar de Ciências da Saúde Computacional da UCSF, a aplicação da IA chega “no momento certo para beneficiar pacientes que precisam de ajuda agora”. O estudo reforça a relevância da colaboração entre humanos e IA e aponta para um futuro em que tecnologias generativas podem acelerar descobertas biomédicas significativas.