Um estudo publicado na revista iScience concluiu que diferentes espécies de mosquitos podem ter preferências distintas pelas pessoas que picam. Os investigadores testaram três espécies em 119 participantes e verificaram que uma pessoa muito atrativa para uma espécie não era necessariamente igualmente atrativa para as outras.
Os mosquitos recorrem a sinais como o dióxido de carbono, calor, humidade e odor corporal para localizar os seus hospedeiros. As diferenças nos compostos presentes na pele, influenciadas também pelas bactérias que nela vivem, parecem desempenhar um papel importante nessa escolha.
A investigação poderá ajudar a desenvolver métodos mais específicos para combater doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, Zika, febre-amarela e vírus do Nilo Ocidental.
Na Europa, o mosquito-tigre-asiático (Aedes albopictus) é particularmente relevante, estando já presente em vários países, incluindo Portugal, Espanha, França e Itália. No entanto, os investigadores alertam que os resultados foram obtidos em laboratório e ainda precisam de ser confirmados em condições reais.