A República Democrática do Congo (RDC) registou 9.144 casos confirmados de doença por vírus Ébola da espécie Bundibugyo e 4.410 mortes associadas ao surto, segundo dados divulgados a 13 de Outubro de 2026, referentes à situação até ao dia 12. As autoridades sanitárias contabilizavam ainda 899 doentes hospitalizados em isolamento, enquanto prosseguiam as medidas de vigilância e acompanhamento dos contactos nas regiões afectadas.
A província de Ituri continua a concentrar a maioria dos casos, com 6.734 infecções e 3.177 mortes. No Kivu do Norte, foram registados 1.938 casos e 1.102 óbitos, enquanto Haut-Uélé contabilizou 391 casos e 163 mortes. O surto atingiu também as províncias de Tshopo, Bas-Uélé, Kivu do Sul e Sud-Ubangi, totalizando 65 zonas de saúde afectadas em sete províncias. A 12 de Outubro, foram notificados 79 novos casos e 11 mortes.
Apesar da dimensão do surto, 2.418 pessoas infectadas pelo vírus Bundibugyo recuperaram, de acordo com os dados apresentados. As autoridades acompanhavam 77,6% dos contactos identificados dos casos nas províncias afectadas, uma medida considerada fundamental para detectar precocemente novas infecções e limitar a transmissão. Os números permanecem sujeitos a revisão e harmonização pelas autoridades sanitárias congolesas.
A doença também suscitou preocupações nos países vizinhos. O Quénia confirmou, a 6 de Outubro, o primeiro caso importado, relativo a um cidadão queniano que residia na RDC e que viajou para o país através do Uganda. O doente morreu posteriormente. A 11 de Outubro, as autoridades quenianas informaram que 108 dos 122 contactos identificados estavam em quarentena e não apresentavam sintomas. No Uganda, onde tinham sido registados 20 casos entre Maio e Junho, a Organização Mundial da Saúde declarou o fim do surto a 25 de Agosto, após 42 dias sem novos casos confirmados.
Na Europa, vários profissionais de saúde e trabalhadores humanitários expostos ao vírus na RDC foram evacuados para receber tratamento especializado ou permanecer sob vigilância médica, incluindo casos transferidos para os Países Baixos, a Alemanha e o Reino Unido.
Apesar destes episódios, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) considera muito baixo o risco de importação do vírus para a União Europeia e o Espaço Económico Europeu, embora não exclua casos esporádicos. A organização salienta, contudo, que os profissionais que trabalham nas zonas afectadas enfrentam um risco de exposição superior ao da população em geral.