Resposta ao HIV na Europa Oriental e Ásia Central precisa ser reforçada

A UNAIDS e a Fundação Alemã contra o HIV (DAS) apelaram ao reforço de parcerias e financiamento para sustentar a resposta ao HIV na Europa Oriental e Ásia Central, onde novas infeções e mortes relacionadas com a sida continuam a aumentar. O alerta foi feito durante uma reunião em Bona, na Alemanha, pela CEO da fundação, Anne von Fallois, e pelo diretor regional do UNAIDS, Eamonn Murphy.

Dados acompanhados desde 2010 indicam que as mortes relacionadas com a sida na região aumentaram 34%, numa tendência oposta à registada noutras partes do mundo. Atualmente, apenas cerca de metade das pessoas que vivem com HIV está em tratamento, e a taxa de supressão viral — estimada em 42% — é a mais baixa a nível global. Mais de metade dos novos diagnósticos ocorre tardiamente.

Fatores como guerra, deslocações populacionais, dificuldades económicas e migração têm agravado os desafios, com destaque para a situação na Ucrânia. Apesar de a terapia antirretroviral ser oficialmente gratuita na maioria dos países, persistem barreiras no acesso efetivo aos cuidados.

A prevenção também enfrenta limitações: a terapia de substituição com agonistas opioides alcança apenas uma parte das pessoas que dela necessitam, e a profilaxia pré-exposição (PrEP) continua restrita em vários contextos. Populações-chave, responsáveis pela maioria das novas infeções, enfrentam estigma, discriminação e entraves legais.

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