Até 12 de dezembro de 2025, foram reportados 485.908 casos de doença pelo vírus Chikungunya (CHIKVD) em todo o mundo, incluindo 229 óbitos associados. Embora o número total de casos tenha aumentado em relação a 2024, observou-se uma redução significativa em algumas regiões, como as Américas e o Sudeste Asiático, refletindo esforços contínuos de monitoramento e prevenção.
Na América Latina, o Brasil permanece como o país mais afetado, com casos em todas as regiões, mas apresentando tendência de declínio nos últimos meses. Outros países, como Argentina, Bolívia e Cuba, continuam a registar surtos localizados, enquanto México reportou casos pela primeira vez em 2025. A maioria dos casos ocorreu entre mulheres jovens de 20 a 29 anos. Nos países centro-americanos, como El Salvador, Guatemala e Honduras, os casos são esporádicos, refletindo uma situação relativamente controlada.
Na Ásia, China reportou casos principalmente na província de Guangdong, com tendência de queda nas últimas semanas. Paquistão continua a registrar casos durante todo o ano, concentrados nas províncias de Sindh, Baluchistão e Khyber Pakhtunkhwa. Singapura não reportou novos casos em novembro, após um surto inicial ligado a viajantes provenientes da China.
Em África, a situação é menos intensa, com 2.197 casos reportados, sem óbitos, mas com aumento em relação a 2024. Maurícias foi o país mais afetado na região do Leste Africano. Na Europa, casos foram observados nas regiões ultraperiféricas francesas, como Reunião e Mayotte.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para a necessidade de manutenção de vigilância, prevenção e controlo em regiões afetadas, especialmente considerando a possibilidade de novos surtos em áreas com alta densidade populacional e presença do mosquito vetor. Apesar da redução recente de casos em algumas regiões, o vírus continua a representar um risco significativo para a saúde pública global, exigindo colaboração internacional contínua.