As autoridades sanitárias da Tanzânia estão a apostar no reforço da capacidade de resposta dos hospitais como medida de prevenção contra possíveis surtos de Ébola, uma estratégia que está a ser implementada em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), com prioridade para as regiões próximas das fronteiras internacionais.
A região de Ruvuma foi abrangida por uma avaliação técnica destinada a verificar o nível de preparação das unidades sanitárias, incluindo hospitais públicos e privados, um trabalho que procura identificar falhas nas condições de atendimento, nos procedimentos de segurança e nos mecanismos de controlo de infecções.
De acordo com Theresia Haule, coordenadora de emergências, desastres e doenças epidémicas daquele país da África Oriental e membro da SADC, a preparação dos profissionais de saúde é fundamental para evitar que eventuais casos suspeitos representem um risco para outras pessoas.
“Queremos que os profissionais de saúde estejam adequadamente preparados e capacitados para identificar pessoas com suspeita de Ebola”, afirmou falando aos órgãos de comunicação locais.
Durante a avaliação, as equipas técnicas visitaram o Hospital St. Joseph Peramiho, onde analisaram diferentes sectores e recomendaram melhorias na organização dos equipamentos e dos espaços de atendimento. O médico-chefe da unidade, Adeodatus Haule, reconheceu a importância da intervenção para reforçar a segurança hospitalar e corrigir possíveis limitações.
O responsável defendeu igualmente a necessidade de colaboração entre instituições públicas, privadas e religiosas, considerando que a prevenção de doenças epidémicas depende do envolvimento de todos os prestadores de serviços de saúde “o combate ao Ebola exige esforços conjuntos entre hospitais públicos, privados e religiosos”, sublinhou.
O Ministério da Saúde pretende estender o processo de avaliação a outras regiões consideradas vulneráveis, sobretudo nas zonas fronteiriças, uma iniciativa que deverá contribuir para melhorar a vigilância epidemiológica, capacitar os profissionais e assegurar uma resposta mais rápida perante eventuais ameaças à saúde pública.