Uma equipa médica de Edimburgo, na Escócia, realizou um transplante experimental de tecido testicular previamente congelado num jovem de 19 anos que perdeu a capacidade de produzir espermatozoides após tratamentos intensivos. Trata-se da primeira intervenção deste género no Reino Unido e da segunda a nível mundial.
O tecido tinha sido recolhido antes de o doente receber quimioterapia e um transplante de medula óssea, em 2023. Em agosto de 2026, os médicos reimplantaram parte desse material, procurando estimular novamente a produção de espermatozoides.
A técnica poderá representar uma alternativa para rapazes que ainda não atingiram a puberdade e, por isso, não conseguem preservar sémen antes de tratamentos que possam comprometer a fertilidade. O procedimento utiliza células presentes no tecido testicular, capazes de dar origem a espermatozoides.
Os resultados ainda estão a ser avaliados e não existe garantia de recuperação da fertilidade. Contudo, uma intervenção semelhante realizada na Bélgica, em 2025, demonstrou posteriormente a formação de espermatozoides no tecido transplantado, reforçando o interesse científico nesta abordagem.