Cibercriminosos utilizaram o Claude, modelo de inteligência artificial da Anthropic, para analisar cerca de 1,8 milhões de aplicações Android em busca de credenciais, tokens e outros dados sensíveis, revelou a empresa.
Os atacantes descarregaram os ficheiros das aplicações e recorreram a ferramentas automatizadas para desmontar e examinar o código. Os dados considerados relevantes eram posteriormente reunidos e enviados através de canais privados no Telegram.
Segundo a Anthropic, o Claude foi integrado num processo automatizado que permitiu acelerar várias etapas da operação, desde a análise do código à recolha de informação. A empresa detetou ainda outros casos em que sistemas de IA foram utilizados para identificar vulnerabilidades, desenvolver ferramentas e extrair dados.
A utilização de inteligência artificial permite aos atacantes realizar operações de maior dimensão e reduz a necessidade de conhecimentos técnicos especializados. A Anthropic afirma ter bloqueado as contas associadas à operação e reforçado as medidas de segurança.
O caso constitui também um alerta para os programadores, que devem evitar guardar credenciais e chaves de API diretamente no código das aplicações, uma vez que estes dados podem ser descobertos e explorados por atacantes.