Uma investigação internacional divulgada na revista científica The Lancet identificou 17 ameaças capazes de provocar graves consequências para a humanidade até ao final do século. Entre os riscos mais preocupantes estão um conflito nuclear de grande dimensão e a utilização perigosa da inteligência artificial.
Segundo os investigadores, a inteligência artificial poderá facilitar o desenvolvimento de armas biológicas ou permitir a atuação de sistemas autónomos difíceis de controlar. Contudo, as estimativas sobre o risco de extinção humana até 2100 variam entre 0,4% e 3%, dependendo dos especialistas consultados, não constituindo previsões cientificamente estabelecidas.
Uma guerra nuclear também poderia desencadear uma crise mundial, não apenas pelas vítimas imediatas, mas devido à possibilidade de um inverno nuclear. A redução da luz solar e das temperaturas afetaria a produção agrícola, aumentando o risco de fome e de perturbações económicas e sociais em vários países.
O relatório identifica ainda ameaças como as alterações climáticas, as pandemias, a resistência aos antibióticos e a poluição. Os especialistas defendem maior cooperação internacional, medidas de prevenção de conflitos e uma utilização responsável das novas tecnologias para reduzir os riscos globais.