Um agente de inteligência artificial desenvolvido pela Universidade de Stanford conseguiu identificar mais falhas de segurança do que a maioria dos hackers humanos, a um custo muito inferior, segundo um estudo recente ainda não publicado em revista científica.
O agente, designado ARTEMIS, foi testado numa rede universitária com cerca de 8.000 dispositivos e ficou em segundo lugar num exercício que envolveu dez especialistas humanos e vários outros agentes de IA. Em apenas 10 horas de análise, o sistema detetou nove vulnerabilidades, superando nove dos dez participantes humanos.
De acordo com os investigadores, o ARTEMIS demonstrou um nível elevado de sofisticação técnica, comparável ao dos profissionais mais experientes. Um dos fatores determinantes foi a capacidade de criar subagentes automáticos para investigar vulnerabilidades em paralelo, algo que os humanos não conseguiram replicar.
O custo de operação do agente ronda os 15 euros por hora, significativamente abaixo do valor médio cobrado por especialistas em testes de intrusão. Apesar dos bons resultados, o estudo reconhece limitações, incluindo falhas não detetadas e a necessidade de orientações adicionais em alguns casos.
Os autores alertam ainda que, apesar do potencial da tecnologia, muitos agentes de IA comerciais continuam a revelar fragilidades em tarefas de cibersegurança, levantando questões sobre a sua fiabilidade e utilização futura.