Um estudo recente realizado pela Keeper Security revelou que 41% das escolas nos Estados Unidos e no Reino Unido já enfrentaram incidentes cibernéticos relacionados com inteligência artificial, incluindo phishing e conteúdos prejudiciais gerados por alunos. Entre essas instituições, 11% relataram interrupções significativas, enquanto 30% conseguiram conter rapidamente os ataques.
Apesar do crescente uso da IA nas escolas — 86% permitem que alunos a utilizem e 91% entre docentes — apenas 32% se sentem muito preparados para lidar com as ameaças digitais. Especialistas alertam que a falta de políticas formais de governança aumenta o risco de exposição de dados sensíveis e mau uso da tecnologia.
Os alunos usam a IA principalmente para pesquisa, brainstorming e assistência linguística, enquanto tarefas mais sensíveis, como programação e conclusão de trabalhos, são mais controladas. Muitos especialistas defendem que a proibição não é eficaz e que a prioridade deve ser integrar a IA de forma responsável, com estruturas éticas e limites claros.
O estudo mostra que apenas 51% das escolas têm políticas detalhadas e menos de 40% possuem planos de resposta a incidentes, evidenciando lacunas significativas em preparação e segurança digital. Para especialistas, o desafio é garantir que a IA seja uma ferramenta educativa segura, ao mesmo tempo em que se protege a integridade acadêmica e os dados de alunos e professores.
Com a rápida proliferação da tecnologia, escolas e universidades precisam agir rapidamente, implementando políticas, educação digital e monitoramento contínuo, para que a IA contribua para o aprendizado sem criar riscos de segurança.