Um estudo conduzido pelo académico neerlandês Alex de Vries-Gao, da Digiconomist, estima que a expansão global da inteligência artificial (IA) em 2025 gerou cerca de 80 milhões de toneladas de CO₂, equivalentes às emissões da cidade de Nova Iorque. O consumo de água associado chegou a 765 mil milhões de litros, acima da procura global de água engarrafada.
O investigador alerta que os custos ambientais da IA recaem sobre a sociedade, enquanto as grandes empresas tecnológicas colhem os benefícios económicos.
A Agência Internacional de Energia já tinha alertado para o rápido aumento do consumo energético dos centros de dados de IA, que poderá mais que duplicar até 2030, com os EUA, China e Europa como principais consumidores.
O estudo destaca que a falta de transparência dificulta a avaliação do impacto ambiental total da IA, levantando questões sobre sustentabilidade, responsabilidade empresarial e necessidade de regulamentação.