A expansão da inteligência artificial está a alterar a localização dos grandes centros de dados na Europa. Com os principais mercados a enfrentarem limitações de eletricidade, terrenos e capacidade das redes, os investidores começam a procurar alternativas — e Portugal está a ganhar protagonismo.
A disponibilidade de energia renovável, a posição geográfica e a ligação a cabos submarinos internacionais são alguns dos fatores que tornam o país mais atrativo. Sines destaca-se com um dos maiores projetos de centros de dados em desenvolvimento, enquanto a região de Lisboa também prepara novas infraestruturas de grande dimensão.
A crescente procura por capacidade de computação para IA deverá acelerar esta tendência nos próximos anos. Segundo as estimativas citadas no estudo da JLL, a inteligência artificial poderá representar cerca de metade da capacidade mundial de centros de dados até 2030.
Portugal tem atualmente projetos que ultrapassam 1,5 GW de capacidade prevista até 2031, associados a investimentos superiores a 13 mil milhões de euros.
A oportunidade, contudo, traz desafios: o país terá de assegurar energia e infraestruturas suficientes, ao mesmo tempo que garante sustentabilidade ambiental, emprego qualificado e benefícios para a economia nacional.