Robots controlados por IA ainda têm dificuldade em reconhecer ordens perigosas

A capacidade dos robots equipados com inteligência artificial para executar instruções está a melhorar, mas identificar situações em que devem recusar uma ordem continua a ser um desafio. Um novo teste, denominado RoboHarm, avaliou precisamente o comportamento destes sistemas perante tarefas potencialmente perigosas.

A experiência colocou três modelos de IA a controlar os mesmos braços robóticos. Cada sistema enfrentou cinco tipos de tarefas de risco, repetidas 20 vezes. Os resultados mostraram diferenças significativas: o Claude Fable 5.1 recusou 20 das 100 tarefas por motivos de segurança, enquanto o GPT-6 Astra rejeitou apenas duas. O MolmoAct2 não apresentou recusas relacionadas com segurança.

Os investigadores destacam um problema crescente: à medida que os modelos se tornam mais eficientes no cumprimento de instruções, aumenta também a importância de reconhecerem quando uma ação deve ser interrompida.

O estudo foi realizado num ambiente controlado e não permite avaliar diretamente a segurança destes robots em situações reais. Ainda assim, os autores defendem mecanismos capazes de identificar comportamentos perigosos, suspender automaticamente uma tarefa e entregar o controlo a uma pessoa sempre que existam dúvidas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Custo de utilização da inteligência artificial cai 47% por trimestre desde 2023

O custo de alcançar um determinado nível de...

0

Google coloca chips de IA em órbita para testar centros de dados espaciais

A Google lançou um satélite experimental equipado com...

0

EUA substituem referência à Inteligência Artificial por “Superinteligência”

A administração de Donald Trump determinou que as...

0