Imagem: António Pargana recebeu a distinção das mãos de Emídio Sousa no âmbito do jantar de gala da iniciativa “Portugal Nação Global”. Foto: divulgação/Fundação António Pargana
O empresário luso-brasileiro António Pargana foi distinguido, na noite de 29 de abril, com o prémio “Empresário da Diáspora”, durante o jantar de gala da primeira edição do Fórum “Portugal Nação Global”, realizado na Estufa Fria, no Parque Eduardo VII, em Lisboa, numa cerimónia que reuniu empresários, representantes institucionais e membros da diáspora portuguesa provenientes de vários países.
Após receber a distinção, António Pargana, em declarações exclusivas à Agência Incomparáveis, reagiu com emoção ao reconhecimento, assumindo o prémio como uma homenagem coletiva ao percurso de milhares de portugueses que construíram carreiras empresariais além-fronteiras.
“Fiquei muito honrado com o prémio que recebi, que foi o Prémio Empresário da Diáspora”, afirmou.
O empresário fez questão de enquadrar a distinção numa dimensão mais ampla da história da emigração portuguesa, recusando personalizar em excesso a homenagem recebida.
“Na realidade, eu sou um de muitos emigrantes portugueses que criaram negócios fora e, portanto, realmente honra-me muito o prémio que foi concedido”, sublinhou, realçando que a distinção assume igualmente um forte significado institucional, por representar um olhar mais atento de Portugal sobre o trabalho desenvolvido pelas suas comunidades no exterior.
“Este prémio é também um sinal de que as pessoas estão olhando para o que está sendo feito por nós no exterior”, disse.
Questionado sobre o impacto que esta homenagem poderá ter no futuro da sua atividade empresarial, institucional e filantrópica, o empresário não deixou margem para dúvidas: “É claramente um incentivo para continuar o nosso trabalho”, concluiu António Pargana.
A distinção a António Pargana com o prémio “Empresário da Diáspora” foi entregue pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, que explicou, também em entrevista exclusiva à Agência Incomparáveis, que um dos objetivos centrais do Fórum “Portugal Nação Global” passou precisamente por valorizar exemplos de sucesso da diáspora capazes de inspirar novas gerações de portugueses espalhados pelo mundo.
“Este evento tem vários objetivos e um deles é, através do exemplo de pessoas da diáspora, portugueses da diáspora que tiveram sucesso, nós também motivarmos outros portugueses e dar-lhes bons exemplos”, afirmou Emídio Sousa.
Este governante revelou que o nome de António Pargana surgiu praticamente de forma consensual quando a organização e a Fundação AEP procuraram identificar a primeira personalidade a homenagear.
“Rapidamente encontrámos a personalidade a distinguir, que foi o António Pargana, que eu já tinha tido a honra de conhecer, quando estive no Brasil, em São Paulo, e percebi a dimensão da obra dele na diáspora”, explicou.
Na avaliação do secretário de Estado português, o percurso de António Pargana distingue-se não apenas pela dimensão empresarial alcançada no Brasil, em Portugal e noutras geografias, mas também pelo compromisso social e educativo que tem desenvolvido através da fundação que lidera.
“Não se limita a ser um empresário de sucesso, um dos maiores empresários de sucesso da nossa diáspora, mas também é um filantropo, é um homem que trabalha nas causas solidárias”, sublinhou.
Recordando um encontro mantido com o empresário em São Paulo, Emídio Sousa revelou ainda a impressão que essa conversa lhe deixou.
“Eu fiquei absolutamente entusiasmado, encantado com a visão e com a energia deste homem, que sendo um empresário de sucesso, sendo uma pessoa que naturalmente está muito bem na vida, poderia usufruir dessa situação. Mas não, eu vi uma pessoa empenhada, preocupadíssima com a comunidade, absolutamente empenhada em encontrar coisas, em fazer coisas através da Fundação, através da escola, através da educação”, afirmou.
Questionado sobre o papel estratégico de António Pargana na ligação entre Portugal, Brasil e a diáspora luso-brasileira, Emídio Sousa foi perentório ao afirmar, “sem dúvida”, que o empresário representa de forma exemplar a capacidade de influência, liderança e mobilização das comunidades portuguesas no estrangeiro, acrescentando também que Portugal possui “gente absolutamente extraordinária na diáspora”.
“Foi o António Pargana o primeiro e eu juro que começámos muito bem”, concluiu.
Ígor Lopes