O Conselho Económico e Social (CES) recomendou ao Executivo o reforço das políticas públicas de apoio às micro, pequenas e médias empresas, bem como o desenvolvimento da agro-indústria e a valorização do Corredor do Lobito como pilares centrais para o crescimento económico e social do país. As conclusões resultam da 1.ª Reunião Plenária do CES em 2026, realizada a 23 de Janeiro, na cidade de Benguela.
Durante os trabalhos, organizados em áreas económica, social e empresarial, os conselheiros analisaram os principais constrangimentos enfrentados pelo tecido empresarial, destacando as elevadas taxas de falência, as dificuldades de acesso ao financiamento, a burocracia excessiva e a paralisação de vários parques industriais. Neste contexto, defenderam medidas urgentes, como o reforço da assistência técnica, a simplificação administrativa e a reactivação das infra-estruturas produtivas.
No domínio económico, o Corredor do Lobito foi apontado como eixo estratégico para a integração logística regional, a dinamização das exportações e a diversificação da economia, com impacto directo no desenvolvimento das províncias do interior. Já na vertente social, os debates centraram-se na investigação científica, na segurança alimentar e no fortalecimento da agricultura familiar como instrumentos essenciais para a redução da pobreza e a estabilidade das comunidades rurais.
Ao encerrar a sessão, o coordenador do CES, José Serra Van-Dúnem, sublinhou a importância do diálogo estruturado entre os diferentes sectores da sociedade e da transformação das conclusões do Conselho em recomendações operacionais com impacto efectivo na melhoria das condições de vida da população, reafirmando o CES como um espaço estratégico de apoio à formulação de políticas públicas inclusivas e sustentáveis.