O presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, partilhou ter encarado com tranquilidade a legalização do PRA-JA Servir Angola, partido de Abel Chivukuvuku.
“Sempre entendemos que quem tem condições de propor uma legalização deve ser legalizado. E o que nós vimos foi subterfúgio. O PRA-JA teve todas as condições para obter a sua legalidade há muitos anos. Razões políticas levaram a impedi-lo”, afirmou o dirigente à “Lusa”.
Recorde-se que o PRA-JA – tal como a UNITA e o Bloco Democrático – integra a Frente Patriótica Unida, liderada por Costa Júnior. O objetivo desta união consiste em juntar organizações políticas da oposição para tirarem o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) do poder.
No entanto, o líder da UNITA acrescentou que foi também por razões políticas que o PRA-JA foi agora legalizado, tendo dito que “o próprio Movimento Popular de Libertação de Angola está a confessar” essa situação.
“Ouvi juristas dizerem que a legalização agora é o fim da bancada parlamentar da UNITA e estamos a entender o que é que motivou a legalização. Não foi uma vez mais a legalidade, foi sim o regime pensar que obtém dali alguma vantagem”, concluiu.
No entanto, Adalberto Costa Júnior garantiu que “a FPU está estável”.