A dívida pública de Angola registou um crescimento no primeiro semestre do ano, que se deveu principalmente às emissões de Eurobonds, de acordo com o mais recente balanço do Plano Anual de Endividamento.
A informação foi divulgada pelo diretor-geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública, Dorivaldo Teixeira. Segundo o próprio, do total, a dívida externa representava 50,91 mil milhões de dólares (cerca de 46.837,2 mil milhões de kwanzas), mantendo o maior peso na carteira, e a dívida interna ascendia a 21,14 mil milhões de dólares (aproximadamente 19.448,8 mil milhões de kwanzas).
O endividamento líquido executado no semestre, correspondente a 4.327,1 mil milhões de kwanzas, excedeu em 5,2% o limite programado no Plano Anual de Endividamento. Trata-se de um desvio de 214,7 mil milhões de kwanzas que Dorivaldo Teixeira desvalorizou, por dever ser absorvido com as amortizações do segundo semestre.
Angola voltou em março ao mercado internacional de capitais e emitiu novamente em maio, mobilizando cerca de quatro mil milhões de dólares em Eurobonds (cerca de 3.680 mil milhões de kwanzas), 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2.300 mil milhões de kwanzas) na primeira operação e 1,5 mil milhões de dólares (cerca de 1.380 mil milhões de kwanzas) na segunda, referiu o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos.
As operações incluíram também a recompra antecipada de obrigações no valor total de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1.104 mil milhões de kwanzas), destinada a aliviar a concentração de amortizações em 2028 e 2029.