Angola e Banco Africano de Desenvolvimento lançam projecto para reforçar produtividade agrícola no leste do país

O Governo de Angola e o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento lançaram o Projecto de Desenvolvimento da Cadeia de Valor Agrícola da Região Oriental, uma iniciativa destinada a aumentar a produtividade agrícola e a modernizar o sector no leste do país. O projecto deverá beneficiar cerca de 240 mil famílias, correspondentes a aproximadamente 1,2 milhões de pessoas, com especial atenção às mulheres e aos jovens.

A iniciativa prevê o desenvolvimento de cadeias de valor de cereais, feijão, soja, amendoim, mandioca, café, cacau e óleo de palma, com particular aposta na produção de trigo e arroz. O objectivo é aumentar a produção nacional, reduzir a dependência das importações e melhorar as condições dos pequenos agricultores, através de maior acesso a tecnologia, conhecimento, financiamento e mercados.

A localização da região ao longo do Corredor do Lobito é considerada estratégica para o projecto, que pretende melhorar o acesso dos produtores aos mercados, estimular o investimento privado e reforçar as ligações entre a produção agrícola e outras actividades económicas. A aposta insere-se também na estratégia de diversificação da economia angolana e de transformação da agricultura numa actividade mais orientada para o mercado.

No lançamento, o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos, destacou a importância da parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento para criar condições que permitam às famílias agricultoras passar de uma agricultura predominantemente de subsistência para um modelo mais produtivo e comercial. O responsável defendeu ainda um sector agrícola moderno, sustentável e inclusivo, capaz de gerar rendimentos e emprego nas comunidades rurais.

O representante do Banco Africano de Desenvolvimento em Angola e São Tomé, Pietro Toigo, afirmou que a instituição pretende apoiar Angola no aproveitamento do potencial agrícola da Região Oriental. Segundo o responsável, o projecto combina infra-estruturas, conhecimento técnico, inovação e desenvolvimento do sector privado, com o objectivo de contribuir para a industrialização, a diversificação económica e um crescimento mais inclusivo.

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