Angola e Nigéria, dois dos maiores produtores de petróleo em África, estão entre os mais beneficiados com a recente valorização do crude, impulsionada pelo aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o Irão, segundo a agência Bloomberg.
A subida dos preços refletiu-se nos mercados de dívida: títulos em dólares emitidos por Angola e Nigéria registaram ganhos, com a dívida angolana com maturidade em 2035 a subir mais de 1%, sendo negociada a 99 cêntimos. Este movimento indica maior confiança dos investidores na estabilidade financeira destes países.
Analistas sublinham que os preços mais altos do petróleo aliviam pressões orçamentais e motivam apostas estratégicas em países produtores, como explicou Smail Ait-Mahrez, da Marex. O petróleo Brent começou 2026 a 61 dólares por barril e subiu esta semana para 66 dólares, embora especialistas considerem que estes níveis dificilmente se manterão nos próximos trimestres.
Para Angola, o Orçamento Geral do Estado prevê um preço médio do barril de 61 dólares, alinhado com as expectativas conservadoras de receita petrolífera para 2026.
O aumento do preço do petróleo favorece exportadores africanos, reforçando crescimento económico e receita fiscal, mas levanta desafios para a gestão orçamental e para a estabilidade dos mercados emergentes.