O Estado angolano quer recuperar cerca de dois mil milhões de dólares americanos domiciliados em países como Singapura, Bermudas e Suíça, no âmbito do combate aos crimes financeiros.
Esta meta foi divulgada pelo chefe de Estado, João Lourenço, que declarou que o combate à criminalidade financeira representa uma prioridade estratégica do Estado. O governante sublinhou que se trata de um fenómeno que prejudica a confiança nas instituições, compromete o desenvolvimento do país e distorce a concorrência económica.
As declarações foram feitas na cerimónia de abertura do Ano Judicial 2026. Ainda de acordo com João Lourenço, esta prática criminosa deve ser firmemente combatida e a recuperação de ativos não deve ser encarada apenas como uma medida de natureza patrimonial, mas principalmente como um verdadeiro mecanismo de justiça material.
O governante acrescentou que as autoridades judiciais angolanas necessitam “desses recursos para colocá-los ao serviço do nosso povo, construir escolas, estradas, hospitais e outras infraestrutas necessárias ao desenvolvimento do nosso país”.