O Governo angolano disse repudiar e condenar totalmente o golpe de Estado realizado pelo autoproclamado Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública do Estado, na Guiné-Bissau, ocorrido na quarta-feira, 26 de novembro.
A posição foi manifestada nesta quinta-feira, dia 27, através de uma nota oficial do Ministério das Relações Exteriores de Angola.
As autoridades angolanas manifestaram assim profunda preocupação para com a gravidade da situação política na Guiné-Bissau, considerando a necessidade imperativa de se garantir o pleno respeito pelos Direitos Humanos e a salvaguarda da integridade física de todas as personalidades políticas detidas no âmbito da rutura institucional.
Entre essas personalidades destaca-se o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, líderes da oposição e responsáveis envolvidos no processo eleitoral em curso.
O Governo angolano sublinhou que a continuidade das funções da Comissão Nacional de Eleições (CNE) do referido país é fundamental para a estabilidade e legalidade democrática no mesmo.