A inflação em Angola voltou a abrandar em junho de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação homóloga de 10,11%, abaixo dos 10,88% observados em maio. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), a desaceleração foi de 0,76 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 9,62 pontos percentuais face ao mesmo período de 2025, quando a inflação atingia 19,73%.
De acordo com o relatório, a classe dos Transportes registou a maior subida de preços, com uma variação homóloga de 15,40%. Seguiram-se Educação, com 13,40%, Habitação, Água, Eletricidade e Combustíveis, com 11,14%, e Alimentação e bebidas não alcoólicas, com 10,73%. Apesar de não apresentar a taxa mais elevada, esta última categoria foi a que mais contribuiu para o aumento do índice geral de preços, com 6,53 pontos percentuais, refletindo o peso significativo dos produtos alimentares no orçamento das famílias angolanas.
O INE indica ainda que as classes Transportes, Bens e Serviços Diversos e Saúde também tiveram impacto relevante na evolução da inflação, contribuindo, respetivamente, com 0,73, 0,54 e 0,46 pontos percentuais para o índice global. As restantes categorias registaram contributos inferiores a 0,46 pontos percentuais.
Ao nível provincial, o Huambo apresentou a menor taxa de inflação em junho, com 7,53%, seguido da Lunda-Norte, com 7,65%, e do Cunene, com 7,75%. Em contrapartida, Cabinda registou a maior variação de preços, ao atingir 15,22%, seguida de Malanje, com 12,93%, e do Moxico, com 11,66%, evidenciando diferenças significativas na evolução do custo de vida entre as províncias do país.