Angola lança programa “Estradas sem mortes” para reduzir sinistralidade

O Ministério do Interior vai lançar, nos próximos dias, o programa “Estradas sem mortes”, uma iniciativa de prevenção rodoviária destinada a reduzir os elevados índices de sinistralidade em Angola.

A medida foi anunciada pelo ministro do Interior, Manuel Homem, que sublinhou que os acidentes de viação são atualmente a segunda principal causa de morte no país. O anúncio ocorreu no final da 2.ª Reunião Extraordinária do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT), realizada esta quinta-feira, 3 de Setembro, em Luanda, sob a presidência da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.

De acordo com o governante, o programa prevê reforço da fiscalização e penalização de infracções ao Código de Estrada em até 70%, a redução em 20% do número de acidentes com vítimas mortais e feridos, bem como o aumento das acções de sensibilização dirigidas a condutores e peões. Para a concretização destes objectivos, o plano contará com a colaboração de diferentes ministérios e governos provinciais, envolvendo medidas como a inspecção dos exames de condução, a melhoria da fiscalização rodoviária e a monitorização de zonas críticas.

Um estudo recente, realizado com apoio do Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, identificou mais de 400 pontos críticos de sinistralidade no território nacional. Segundo Manuel Homem, as principais causas dos acidentes estão ligadas ao mau estado das estradas, à condução inadequada e à deficiente sinalização rodoviária. O ministro alertou ainda para a necessidade de investir na educação para a cidadania, como forma de promover uma mudança de comportamento entre automobilistas e peões.

No primeiro semestre de 2025, Angola registou 6.055 acidentes rodoviários, que resultaram em 1.482 mortes e 8.582 feridos, segundo dados do Relatório sobre Sinistralidade Rodoviária. Apesar de se ter verificado uma ligeira redução face ao período homólogo, Manuel Homem considerou que “os números continuam alarmantes e devem preocupar todos os angolanos de Cabinda ao Cunene”.

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