O líder da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Nimi-a-Simbi, partilhou que recebe 17.014 kwanzas por mês como presidente do partido. Disse ainda que o partido aufere mensalmente 5.000.000 de kwanzas, uma quantia que considera insuficiente para gerir as atividades políticas da organização.
“Isso é pouco dinheiro que temos, você pode gerir. Eles deviam felicitar a direção do partido com pouco recurso, para conseguir trabalhar”, declarou nesta segunda-feira, 05 de janeiro, tendo sido citado pelo “Correio da Kianda”.
Nimi-a-Simbi aproveitou a ocasião para denunciar a existência de tensão interna e acusou alguns dirigentes, entre os quais Ngola Kabango, de aspirar à liderança da FNLA.
“Há dirigentes que já estão a preparar-se para assumir o poder, mas o partido não pode ser objeto de ambições individuais”, observou.
Ngola Kabango declarou recentemente que é necessário haver uma renovação na liderança da FNLA. Nessa altura sugeriu uma maior participação da juventude e uma abordagem mais dinâmica para enfrentar os desafios políticos. Este posicionamento tem sido interpretado por alguns setores como um sinal de disputa de poder dentro da formação política, aumentando a atenção sobre as relações internas da Direção.