Angola: Mais de 126 mil cidadãos actualizaram o registo eleitoral em duas semanas

Mais de 126 mil cidadãos angolanos actualizaram o registo eleitoral entre 15 e 30 de Junho, no âmbito da prova de vida destinada à actualização da Base de Dados do Registo Eleitoral Oficioso para as Eleições Gerais de 2027. Os dados foram divulgados pelo ministro da Administração do Território, Daniel Félix Neto, durante a 22.ª edição do CaféCIPRA, dedicada ao tema da universalização do Bilhete de Identidade.

Segundo o governante, até 30 de Junho tinham sido registadas 126.344 actualizações, com a província de Luanda a liderar o processo, somando mais de 22 mil registos. Seguem-se as províncias do Huambo, Bié, Cuanza-Sul e Malanje, enquanto o Bengo apresenta o menor número de actualizações, com cerca de dois mil cidadãos registados.

Para garantir o funcionamento da operação, o Executivo prevê mobilizar 10.747 brigadistas, dos quais 1.265 já se encontram em actividade. O recrutamento continua em curso, tendo sido recebidas mais de 120 mil candidaturas para aproximadamente nove mil vagas. O ministro assegurou que o financiamento da operação está garantido e anunciou ainda a instalação de 200 antenas VSAT para assegurar a conectividade nos postos de atendimento localizados em zonas com limitações de comunicação.

Daniel Félix Neto reiterou que a prova de vida é indispensável para a participação nas Eleições Gerais de 2027 e informou que estão previstos 634 balcões oficiais para a realização do procedimento, dos quais 265 já se encontram em funcionamento. A meta é abranger cerca de 16,7 milhões de cidadãos maiores de idade, considerados potenciais eleitores, enquanto a actualização dos dados da diáspora deverá decorrer entre Janeiro e Março de 2027, envolvendo 26 missões diplomáticas e consulares em 12 países.

O ministro recordou ainda que apenas o Bilhete de Identidade, válido ou caducado, e o antigo Cartão de Eleitor são aceites para a realização da prova de vida, apelando à mobilização dos órgãos de comunicação social, organizações da sociedade civil, líderes comunitários e religiosos para incentivar a participação dos cidadãos. “O processo começa por cada um de nós”, afirmou.

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