O Governo angolano vai prosseguir a redução gradual dos subsídios aos combustíveis, através de ajustamentos progressivos dos preços. A medida pretende aliviar a pressão sobre as contas públicas, segundo o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos.
Durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, na Tailândia, o governante revelou que a despesa prevista com subsídios aumentou de 1,7 biliões para cerca de 3,7 a 3,8 biliões de kwanzas, ultrapassando significativamente o valor inicialmente orçamentado.
O Executivo está também a avaliar a possibilidade de substituir os apoios generalizados por medidas dirigidas às famílias mais vulneráveis, conforme recomendado pelo FMI. Paralelamente, pretende reforçar a concorrência na contratação pública, privilegiando concursos em detrimento das adjudicações diretas.
Quanto ao próximo Orçamento Geral do Estado, Ottoniel dos Santos afastou uma política expansionista, apesar da proximidade das eleições de agosto de 2027. As prioridades continuarão a ser a estabilidade das finanças públicas, o investimento estratégico e a diversificação económica, com maior participação do setor privado.