A consultora Oxford Economics elevou a sua previsão para a inflação em Angola este ano, antecipando uma subida média de 20,8%, contra os 17,2% estimados anteriormente. A revisão deve-se sobretudo ao impacto da retirada dos subsídios aos combustíveis, que provocou aumentos nos preços dos transportes em julho e agosto.
Segundo a nota divulgada pela consultora, apesar de a inflação ter registado uma tendência de abrandamento, esse ritmo não será suficiente para compensar os choques recentes. Ainda assim, o arranque dos projetos petrolíferos Begónia e CLOV3 deverá dar algum fôlego às exportações de petróleo e aliviar a pressão sobre a taxa de câmbio, estimada em cerca de 917 kwanzas por dólar.
Em agosto, a inflação homóloga recuou para 18,9%, após os 19,5% registados em julho. Foi a 13.ª descida consecutiva, num país que enfrentou, em julho de 2024, uma taxa de 31,1%, o valor mais alto em mais de uma década.
A Oxford Economics recorda que a escalada inflacionista no ano passado resultou da desvalorização do kwanza, da redução da produção petrolífera e da retirada de apoios estatais, fatores que pressionaram fortemente os preços.
Apesar da trajetória de moderação em 2025, a consultora considera que os efeitos estruturais continuam a limitar uma descida mais rápida da inflação.