O governo de Angola voltou a exigir à Suíça a devolução de cerca de 900 milhões de euros ligados a casos de corrupção, num processo que continua sem resolução.
O dinheiro está associado ao empresário Carlos São Vicente, condenado em 2022 a nove anos de prisão por crimes como peculato, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Parte dos fundos foi congelada por autoridades suíças em 2020, quando tentava ser transferida para Singapura.
O Presidente João Lourenço tem insistido na devolução destes valores, defendendo que o processo judicial já terminou em Angola. No entanto, as autoridades suíças sublinham que a decisão final depende dos tribunais, devido ao princípio da separação de poderes.
Segundo Luanda, o país poderá ter até dois mil milhões de euros por recuperar em várias jurisdições, incluindo Portugal e outros centros financeiros. Apesar de alguns avanços, como a devolução parcial de fundos, o processo continua lento.
Especialistas indicam que estes casos são demorados porque os países que detêm os ativos exigem garantias de que o dinheiro devolvido não voltará a ser desviado, o que acaba por atrasar a sua restituição.