A produção na planta de GNL de Angola (ALNG) registou um aumento de 20% em novembro de 2025, destacando o papel crescente da monetização do gás na manutenção da produção de hidrocarbonetos do país. Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, a instalação produziu 5,23 milhões de barris de equivalente de petróleo (boe) durante o mês, superando as previsões de 4,3 milhões de boe e atingindo uma média de 174.456 boe por dia.
O GNL representou a maior parte da produção, com 147.358 boe por dia, complementado pela produção de propano, butano e condensados. A produção de gás associado atingiu 3,2 milhões de pés cúbicos padrão por dia (mmscf/d), com a reinjeção mantendo-se prioritária para preservar a pressão do reservatório. Do total de gás, 992 mmscf/d foram fornecidos à planta da ALNG, enquanto 375 mmscf/d foram utilizados na geração de energia nas instalações petrolíferas.
A produção de GPL no downstream manteve-se robusta, com 352.366 barris na Associação de Cabinda, uma média de 11.746 barris por dia, impulsionada principalmente pela produção de propano e butano. Estes volumes sublinham a importância do GPL no apoio ao fornecimento doméstico de energia e na redução da dependência de importações.
Por outro lado, a produção média de petróleo de Angola foi de 1,06 milhões de barris por dia em novembro, ligeiramente abaixo da previsão de 1,10 milhões bpd. A produção total de crude do mês atingiu 31,8 milhões de barris. A atividade upstream manteve-se robusta, com 11 unidades de perfuração operando em onshore, águas rasas e deepwater, realizando intervenções e atividades de abandono em 21 poços, totalizando 16.730 metros.