O Programa de Privatizações (PROPRIV) foi reduzido de 49 para 10 empresas a alienar até 2026, anunciou a Comissão Interministerial, após reunião orientada em Luanda pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano. A decisão exclui 39 activos e concentra os esforços finais em sectores considerados estratégicos, como telecomunicações, banca, mineração, aviação e media, com o objectivo de garantir a conclusão dos processos dentro do prazo estabelecido.
Entre as empresas que permanecem no programa destacam-se a Unitel, o Standard Bank Angola, a Angola Telecom, a ENSA e a TV Zimbo, bem como a participação do Estado no Banco Comercial Angolano. Integram ainda a lista a Indiama, a Nova Cimangola, a TAAG Linhas Aéreas de Angola, o Grupo Média Nova e a Sociedade de Desenvolvimento da Zona Económica Especial.
Segundo o coordenador adjunto da Comissão, Ottoniel dos Santos, a petrolífera Sonangol foi retirada desta fase devido à complexidade da preparação para abertura de capital em bolsa, processo que exige mais tempo de maturação. Vários activos industriais foram igualmente excluídos por não constituírem sociedades comerciais, sendo a sua alienação feita por outras vias.
No sector das pescas foi anunciada a extinção das empresas Edipescas Luanda e Edipescas Namibe, enquanto activos hoteleiros e turísticos passaram para os ministérios de tutela. O Executivo reafirma que a nova configuração do PROPRIV pretende assegurar maior eficácia, dinamizar o mercado e atrair investimento privado para sectores-chave da economia angolana.