Angola reassumiu, este mês de setembro, a presidência do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA), após já ter desempenhado a mesma função em julho de 2024. O novo mandato foi confirmado durante a 1300.ª reunião do órgão, dedicada às sessões informativas dos presidentes referentes aos meses de junho e agosto de 2025, na presença dos Estados-membros do Comité dos Representantes Permanentes da UA.
Na ocasião, o embaixador de Angola na Etiópia e representante permanente junto da União Africana, Miguel Bembe, destacou o carácter histórico do momento, já que o país acumula, em simultâneo, a presidência rotativa da União Africana e a liderança do CPS. “Ao consultar os arquivos, não me recordo que semelhante ocorrência tenha acontecido na história da nossa organização continental”, referiu o diplomata, sublinhando a responsabilidade acrescida que Angola assume nesta fase.
Miguel Bembe assegurou que Angola encara esta dupla missão com “sentido de dever e profundo respeito”, reiterando o compromisso de contribuir para o avanço da Agenda Continental Comum, centrada na paz, estabilidade e desenvolvimento sustentável de África. O embaixador lembrou ainda que o CPS é um órgão decisório permanente vocacionado para a prevenção e resolução de conflitos, reconstrução pós-conflito e promoção da governação democrática, pilares fundamentais para a estabilidade duradoura no continente.
O diplomata salientou igualmente a importância do Comité dos Representantes Permanentes, que atua como elo entre as decisões políticas da União Africana e a sua implementação. Segundo Miguel Bembe, a concertação regular entre os dois órgãos é “não só útil, mas absolutamente fundamental” para o reforço da ação coletiva africana em matéria de paz e segurança.