Angola conta actualmente com uma rede rodoviária de cerca de 80 mil quilómetros, dos quais aproximadamente 27 mil correspondem a estradas principais que ligam Luanda às restantes províncias e aos países vizinhos. Os dados foram apresentados pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, durante a 21.ª edição do CaféCIPRA, realizada a 27 de março, em Luanda.
Segundo o governante, a rede inclui ainda cerca de 53 mil quilómetros de estradas secundárias e terciárias, essenciais para a ligação entre sedes provinciais, municípios e zonas produtivas. Apesar da sua dimensão, Carlos dos Santos reconheceu que o estado das vias é desigual, existindo troços em boas condições e outros que ainda necessitam de reabilitação.
Entre os principais eixos rodoviários, destacou a Estrada Nacional 100, que percorre o litoral e atravessa várias províncias, garantindo acesso a pontos turísticos como o Parque Nacional da Quiçama, o Miradouro da Lua e o Parque Nacional do Iona. Referiu ainda a Estrada Nacional 230, que liga o interior do país e facilita o acesso às Quedas de Calandula e às Pedras Negras de Pungo Andongo.
O ministro sublinhou que o litoral beneficia de melhores acessos, o que contribui para um turismo mais desenvolvido nessa região, ao contrário do interior, onde ainda são necessários maiores investimentos. Neste sentido, destacou projectos em curso como a reabilitação da Estrada Nacional 280, estratégica para a região da Bacia do Okavango, bem como a construção de cerca de 850 quilómetros de novas vias em zonas como Cuito Cuanavale e Mavinga.
No plano estratégico, Carlos dos Santos referiu o Programa de Estradas de Terra e a recente aprovação do Plano Rodoviário Nacional, que reforça a aposta na manutenção e conservação das infra-estruturas existentes. Segundo estudos citados pelo governante, cerca de 45% da rede viária está ao serviço do turismo, evidenciando a ligação directa entre o desenvolvimento das infra-estruturas e o crescimento deste sector económico no país.