Angola: Sociedade desafiada a travar crescimento do HIV/Sida entre a juventude

A Vice-Presidente da República de Angola, Esperança da Costa, desafiou esta segunda-feira, em Luanda, a sociedade angolana, com especial enfoque na juventude, a adoptar comportamentos responsáveis para conter o crescimento do HIV/Sida nas comunidades e no seio das famílias, face ao aumento de novas infecções entre a população jovem.

O apelo foi feito no final de uma visita de trabalho de cerca de duas horas ao Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), realizada no âmbito das comemorações dos 50 anos da Independência Nacional e dos 20 anos de existência da instituição, considerada central na resposta nacional à epidemia.

Na ocasião, a Vice-Presidente sublinhou que Angola, enquanto signatária de diversos compromissos internacionais, deve reforçar os esforços para alcançar uma carga viral cada vez mais negativa, em consonância com as metas globais das Nações Unidas para 2030. Destacou ainda que o INLS dispõe de condições materiais adequadas e de um capital humano qualificado, apesar dos constrangimentos resultantes da redução do financiamento internacional, passando o sector a depender maioritariamente do Orçamento Geral do Estado.

Esperança da Costa reconheceu progressos na expansão do acesso aos antirretrovirais, no diagnóstico precoce infantil e na disponibilização da carga viral, mas admitiu a persistência de dificuldades no acesso ao tratamento, com uma cobertura de cerca de 51% entre adultos e um número significativo de crianças ainda fora do sistema.

Por sua vez, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reiterou o compromisso do Executivo no cumprimento das metas da ONUSIDA, com foco no diagnóstico, tratamento e monitorização das pessoas que vivem com VIH. A governante reconheceu que o estigma, a discriminação e outros determinantes sociais continuam a ser os principais desafios.

Dados apresentados indicam avanços significativos nas últimas duas décadas, com o aumento do número de unidades sanitárias com serviços de testagem e a evolução das pessoas em tratamento antirretroviral, que passou de 500 em 2004 para 171.534 actualmente. No final da visita, a Vice-Presidente procedeu à entrega de medicamentos, incluindo antirretrovirais, destinados ao reforço da resposta nacional ao HIV/Sida.

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