Os taxistas angolanos iniciaram hoje, segunda-feira, dia 28 de julho de 2025, uma greve de três dias em todo o território nacional. A paralisação tem como principal objetivo protestar contra o recente aumento do preço do gasóleo, que, segundo a classe, está a inviabilizar a sua atividade e a impactar severamente o custo de vida da população.
A greve, que deverá prolongar-se até quarta-feira, dia 30 de julho, está a provocar fortes constrangimentos na circulação de pessoas e bens nas principais cidades do país, com a capital, Luanda, a registar já uma redução significativa de táxis nas ruas. Muitos cidadãos que dependem deste meio de transporte para se deslocarem para o trabalho, escola ou outras atividades diárias estão a enfrentar dificuldades, sendo obrigados a recorrer a alternativas como os “candongueiros” (táxis informais) ou transportes públicos sobrelotados.
Os sindicatos e associações representativas dos taxistas angolanos afirmam que o aumento do preço do combustível não foi acompanhado por um ajustamento das tarifas, o que os coloca numa situação insustentável. Argumentam que os custos operacionais dispararam, tornando a atividade de táxi pouco rentável e, em muitos casos, deficitária.
As autoridades angolanas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre a greve, mas espera-se que haja uma resposta nos próximos dias para tentar encontrar uma solução para as reivindicações dos taxistas e minimizar os impactos da paralisação na vida da população. A situação é acompanhada com preocupação, dada a importância dos táxis como um dos principais meios de transporte público em Angola.