Angola: UNITA alerta que nova Lei de Cibersegurança ameaça transparência

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) declarou que a nova Lei de Cibersegurança é uma ameaça à transparência do processo político e está inserida numa lógica que fragiliza os direitos dos cidadãos.

A Lei foi aprovada com 104 votos a favor vindos do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), 54 contra da UNITA e abstenções da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), do Partido de Renovação Social (PRS) e do Partido Humanista de Angola (PHA).

“Em vez de garantir liberdade e confiança no espaço digital, transforma-o num território de vigilância e repressão”, disse o deputado Joaquim Nafóia, que leu no Parlamento a declaração de voto contra a referida Lei.

Segundo o principal partido da oposição no país, a nova Lei confere poderes discricionários ao Executivo e ao partido que o suporta, de maneira a permitir-lhes cortar o sinal da Internet sempre que quiserem.

“Esta Lei coloca o poder político acima dos direitos fundamentais, fragilizando a privacidade, penalizando operadores e insere-se numa doutrina de securitização eleitoral que ameaça a transparência das eleições de 2027”, partilhou a UNITA.

A formação política angolana considera que o espaço digital, que deveria ser um território de liberdade e fiscalização cidadã, passa a ser tratado como risco à estabilidade.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Angola: PHA faz auditoria às contas dos últimos quatro anos

A Comissão Política Nacional do Partido Humanista de...

0

Angola: TAAG recebe autorização para arrendar sete novos Airbus A220-300

O Governo angolano autorizou a TAAG a avançar...

0

Angola: Costa Júnior diz que “governar é fazer contas com o povo dentro delas”

O líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, apresentou...

0