A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) acusou o Governo de acolher cimeiras internacionais “para esconder os problemas do país, o autoritarismo e restrições das liberdades dos cidadãos”.
O maior partido da oposição em Angola interrogou os resultados objetivos das cimeiras internacionais na vida do povo, acusando o governo de acolher esses eventos “para esconder os problemas do país, o autoritarismo e restrições das liberdades dos cidadãos”.
As críticas foram feitas pelo secretário-geral da UNITA, Álvaro Chikwamanga Daniel, que considera que as cimeiras internacionais, como é o caso da 7.ª Cimeira União Africana-União Europeia, têm algumas vantagens, principalmente no que diz respeito à imagem do Estado.
“[As cimeiras] permitem este intercâmbio de outros Estados com o nosso Estado. Há uma possibilidade de eles poderem estar em contacto direto com a nossa realidade política, económica e social. E, portanto, os Estados têm vantagens nisso”, disse o político à “Lusa”.
Chikwamanga acrescentou que os “Estados autoritários” têm tido “esta oportunidade como uma forma de esconder aquilo que são os seus problemas reais, vão criando um conjunto de efemérides no país para passar a imagem de um Estado seguro, um Estado que cresce (…). É preciso olhar para o que vem por detrás disso”.