No 11.º aniversário do ataque genocida do grupo extremista Daesh (Estado Islâmico) contra a minoria yazidi no norte do Iraque, a ONU voltou a apelar à comunidade internacional para que renove o seu compromisso com a justiça, a recuperação e a reparação para os sobreviventes, sobretudo mulheres e crianças vítimas de violência sexual. As atrocidades de 2014 na região de Sinjar resultaram em milhares de mortes, sequestros e escravização sexual sistemática de mais de 6.500 yazidis.
Apesar da derrota militar do Daesh, o trauma persiste. Muitos sobreviventes permanecem deslocados e enfrentam dificuldades económicas e sociais profundas. Segundo a Representante Especial da ONU para a Violência Sexual em Conflitos, Pramila Patten, o regresso à normalidade exige reconstrução regional, segurança estável e acesso a serviços básicos.
A histórica Lei dos Sobreviventes Yazidis, aprovada em 2021, permitiu que mais de 2.000 vítimas recebessem compensações, mas Patten insiste que lembrar não é suficiente.
A ONU reafirma a sua solidariedade com os yazidis e outras comunidades afetadas, apelando a uma mobilização global para assegurar que as atrocidades de 2014 nunca se repitam.