Brasil: Vereadora portuguesa candidata ao cargo de vice-prefeita nas próximas eleições municipais

A vereadora portuguesa Teresa Bergher, em atuação na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, anunciou que será candidata nas próximas eleições municipais brasileiras, não como vereadora, cargo exercido por 20 anos em partidos como o DEM, PSDB e o Cidadania, mas sim como vice do candidato a prefeito Marcelo Queiroz (PP). Crítica do atual prefeito Eduardo Paes, Bergher recorda a sua trajetória na política.

“Saio certa do dever cumprido. Por amor ao Rio de Janeiro, hoje tão abandonado e governado por um prefeito aliado do PT e amigo de Lula, parto para uma nova empreitada! Sou candidata a vice-prefeita de Marcelo Queiroz, hoje deputado federal, um jovem sério, qualificado e com grande experiência em gestão”, frisou.

Maria Teresa Bergher é viseense, nascida em 1948 em Mareco, uma pequena aldeia no concelho de Penalva do Castelo, região centro de Portugal. Carioca por escolha, a professora não esqueceu as suas raízes lusitanas, ainda marcantes na sua vida como vereadora por cinco mandatos. Por sua iniciativa, no Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, foi criada “a festa do dia 10 de junho” para celebrar o “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, visando uma conexão maior entre Portugal e Brasil.

Com a aproximação das eleições a serem realizadas no próximo dia 6 de outubro para vereadores e prefeitos de todo o país, Teresa Bergher falou sobre mais um ciclo concluído na sua vida e o privilégio de ter lutado por inúmeras causas.

“Nesta eleição, refleti e avaliei que a minha missão na Câmara Municipal estava concluída. Sempre usando da mais absoluta seriedade, honestidade e ética, aprovei muitas leis importantes para a cidade, fiscalizei o orçamento e o prefeito, sem negligenciar a defesa da nossa cultura, tradição e costumes, além de promover sempre o nosso querido Portugal. Por 20 anos celebramos na Câmara a alegre festa do dia 10 de junho”, lembrou.

Esposa por 32 anos do político Gérson Bergher (1925–2016), filho de imigrantes de origem judaica, Teresa não somente adotou o sobrenome do marido, mas também a missão política como meio de chegar à realização de objetivos em benefício de inúmeras causas defendidas pelo casal, dentre elas a defesa do povo judeu. O maior feito foi idealizado por Gerson, e depois transformado em lei pela vereadora Teresa Bergher, que possibilitou a criação do “Memorial às Vítimas do Holocausto”, localizado no Morro do Pasmado, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Aos 76 anos, Teresa define-se como “uma permanente fiscalizadora do orçamento” e do “poder executivo” e congratula-se por ter sido “a primeira vereadora a apresentar um projeto que criou o Conselho de Ética da Câmara”.

Com todo o seu histórico de ações enquanto parlamentar, Teresa foi escolhida para ser administradora regional da Maré, Zona Norte, um dos bairros mais carentes do Rio de Janeiro, e sub prefeita em Copacabana, “princesinha do mar”, bairro da Zona Sul. Foi também secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos no governo de Marcelo Crivella (Republicanos), mandato de 2017 a 2020. Quando precisou aumentar o IPTU, o prefeito pediu à vereadora o seu retorno à Câmara de Vereadores para ajudá-lo na aprovação do projeto, mas recusou o pedido e assim voltou a exercer o seu mandato e votou contra o aumento, por ser “inoportuno e injusto”.

Ígor Lopes

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