Brasil: Abit apoia financiamento às exportações brasileiras

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confeção (Abit) afirmou, através de uma nota, apoiar o projeto de lei 5.719/23, apresentado pelo Poder Executivo brasileiro, para normalizar o financiamento das exportações de bens e serviços pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil (BNDES).

O projeto, segundo apurámos, “contempla práticas de eficácia comprovada e fará com que o país recupere posições no mercado global ao garantir crédito para impulsionar as exportações brasileiras com linhas mais adequadas e acessíveis”. A expetativa é, de acordo com esta entidade, “que a ferramenta permita que a indústria brasileira se torne mais competitiva em comparação às de outras nacionalidades.”

“É importante considerar que todas as economias desenvolvidas do globo contam com mecanismos semelhantes. É o caso dos Estados Unidos da América, China, Japão, Índia, Alemanha e Suécia. Ao facilitar o acesso dos produtos e serviços brasileiros a diferentes mercados, a aprovação do PL poderá mitigar as nossas disparidades em relação a esses países, garantindo melhores níveis de competitividade”, disseram os responsáveis pela Abit, salientando ainda que “a aprovação do projeto fará com que o banco estatal reassuma o seu papel de indutor da indústria nacional, ampliando os seus investimentos”.

“A retomada da posição de investidor do BNDES corrobora com o forte objetivo do governo de impulsionar a presença dos produtos brasileiros de maior valor agregado no mercado internacional. Com a modelagem do projeto e a sua aprovação, teremos garantias mais elevadas de proteção e segurança, inclusive ao banco, uma vez que o PL impede transações de crédito com nações inadimplentes (não cumpridoras) com o Brasil e obriga a prestação de contas frente à Comissão de Assuntos Económicos (CAE) do Senado, fortalecendo a transparência e o controlo externo”, frisa a entidade.

“Em suma, a aprovação do PL faz-se imprescindível porque tornará o sistema de crédito mais eficiente, ampliará as concessões de financiamentos e, consequentemente, reduzirá as desvantagens comerciais de nossas exportações. Isso sem falar nos seus efeitos estratégicos para as empresas, como a capacidade de se planear ações de longo prazo. No caso do setor têxtil e de confeção, isso traduz-se na possibilidade de manutenção e, quem sabe, ampliação dos atuais 1,5 milhões de empregos formais. O resultado, sem dúvida, será a maior geração de rendimento e o fortalecimento da economia brasileira”, pode-se ler na nota.

Ígor Lopes

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Subescreve a Newsletter

Artigos Relacionados

Brasil e EUA avançam para cooperação contra o crime organizado

O ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad,...

0

Brasil: PIB cresce 0,1% no terceiro trimestre de 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil manteve-se...

0

Brasil: Lula destaca força da indústria nacional na estreia da produção de veículos elétricos da General Motors

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva,...

0