Celso Amorim, um dos homens mais próximos do presidente brasileiro Lula da Silva, foi a favor do adiamento da entrada da Venezuela no grupo de nações organizadas em torno dos BRICS.
Em declarações à CNN, Amorim expressou que a entrada da Venezuela deve ser muito bem estudada, no quadro de um mundo multipolar. “Não defendo a entrada da Venezuela, pois corremos o risco de transformar os BRICS numa versão do G77”, afirmou o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, após visitar o Presidente brasileiro, atualmente a convalescer de um acidente doméstico.
Amorim foi delegado do presidente Lula para atuar como observador nas últimas eleições presidenciais venezuelanas, nas quais o candidato da oposição Edmundo González Urrutia teve mais de sete milhões de votos e cuja vitória não foi reconhecida pelo governo Maduro.
O Brasil não confirma a validade desse processo eleitoral e tem feito esforços sustentados para que o presidente “reeleito” Nicolás Maduro apresente as atas que validem a sua legitimidade.
Nove países solicitaram adesão aos BRICS, incluindo Cuba, Turquia, Nicarágua e Azerbaijão.